Os Políticos
Uma espécie em extinção

Não nos é grato escrever, PENSAR, sobre política, mas as circunstâncias, a realidade, obrigam-nos.
"Em política o que parece é". Os políticos (re)conhecem esta máxima melhor do que ninguém ou, como diziam já os nossos avós, sabiamente, "não há fumo sem fogo!"
A política devia ser a mais nobre das ciências humanas. O termo tem origem no grego politiká, derivado de polis, que designa o que é público, e tikós, que se refere ao bem comum de todas as pessoas. Em suma, a política é a ciência que se preocupa com o bem dos cidadãos.
Atentos a esta definição, em Portugal, não se vislumbram políticos. Talvez seja uma espécie em extinção.
Concorda, caro leitor?
Se não, vejamos o que norteia o Político português.
Uns fazem de tudo para se manterem no poder, não praticam a "política". Respondem a emergências, asseguram cargos, alimentam o interesse de grupos, visando, em primeiro lugar, a manutenção do poder.
O que contraria, de forma flagrante, o princípio mais nobre da política: governar para todos.
Na oposição...
Amigo leitor, onde está a oposição?
Está de tal forma ausente, que não se dá por ela, o que é gravíssimo e mina os pilares de qualquer democracia.
Os cidadãos sentem-se órfãos, pois não são representados por ninguém. Mesmo os que apoiam o poder, quando Pensam, constatam o jogo de interesses e os vícios que norteiam a classe política.
Os simpatizantes da oposição, certamente, não se revêm no silêncio cúmplice dos que deveriam defender a sua ideologia.
Os Media desempenham um papel importantíssimo em tudo isto, porque dão voz ao Político.
Estarão manietados pelo poder Político e económico? Onde está o jornalismo que se rege pela verdade dos factos? O que pensa o leitor?
Afligem-no, certamente, caro leitor, as leituras políticas de pseudo especialistas (profissionais do "achismo") que de tudo falam nos media, mas não acrescentam nada.
Sentimo-nos impotentes. Este estado de coisas enfraquece a democracia, debilita o estado de direito. Mais preocupante, todavia, do que ter os ditos Políticos a "governar as suas casas", é o impacto que se repercute nos nossos jovens, já visível na Geração Z, os que começaram agora a votar, que se mostram completamente desinteressados, diriamos mesmo, politicamente desligados.
Caro leitor, já pensou que a sua vida está nas mãos destes senhores?
PS. Voltemos a Aristóteles. Centremo-nos no que é essencial, isto é, orientar a política para o interesse dos cidadãos.
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