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Fónix Lab

Laboratório para exprimir (opiniões) admiração, indignação ou impaciência, em torno de temas atuais.

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Laboratório para exprimir (opiniões) admiração, indignação ou impaciência, em torno de temas atuais.

O triunfo da mediocridade

O estado da arte da literacia política em Portugal

26
Fev20

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É sabido que o mundo em que vivemos exige multiliteracias.

É sabido que a escola deve desenvolver estas competências nos seus alunos.

É sabido que para cada problemática da sociedade se cria uma nova literacia.

Mas, caro leitor, já parou para pensar que ninguém fala da literacia política?

Esta conversa, num grupo de amigos, levou-nos a uma leitura que fizemos de um artigo no La Vanguardia em que o Nobel da Economia, Paul Krugman, reflete sobre a crise da verdade e aquilo a que nós, Fónixlab, gostamos de chamar iliteracia política. De facto, tal como nos diz este economista, hoje triunfam os piores, pois as pessoas não se importam com as mentiras, aliás gostam de acreditar no que lhes é mais conveniente. E, inúmeras vezes, são as "mentiras de estado" que interessam a pessoas "políticamente estúpidas." Mas “Si las personas son políticamente estúpidas es porque hay gente muy interesada en matenerlas así".

Caro leitor, não concorda com Paul Krugman, quando diz que a honestidade é uma virtude que parece ter desaparecido da vida pública?

Inúmeras são as personalidades que apontam o dedo a esta forma de fazer política, de que é exemplo Lídia Jorge que, num artigo publicado no Público de 23 de fevereiro de 2020, refere que "É preciso criar um estado de alarme". O que está em linha com o que diz Paul Krugman que defende a necessidade de os especialistas alterarem a sua forma de comunicar, deixando de fingir que estão a manter discussões honradas e sinceras.  

Lídia Jorge lança, ainda, um desafio direto aos intelectuais, aos professores, aos jornalistas, pedindo-lhes “uma atitude de resistência” e que criem “um estado de alarme” que acorde as consciências.

Não resistimos a repetir aqui o que diz Lídia Jorge e que espelha bem o mundo imoral em que vivemos: "Para quê ter dez, 30, 60 milhões de euros? Não consigo compreender. Sobretudo quando isso significa um desequilíbrio social tão grande. É inadmissível. Mas não há nome para essa doença, os escritores vão ter de inventar."

E nós caro leitor? O cidadão comum o que está disposto a fazer para mudar este estado de coisas?

Sabemos que a educação e a cultura são cada vez mais importantes para fomentar um estado de verdade. Mas para isso os media, que têm o domínio total naquilo que cada um de nós pensa, devem reger-se pelos factos e pela verdade e não pela necessidade absurda de ter audiências e, infelizmente, muitas vezes, serem submissos aos poderes instituídos!

Gritemos!

Escrevamos!

Manifestemo-nos!

Insurjamo-nos! 

Deixem os professores ensinar! Os jornalistas informar! As pessoas falar! Revoltemo-nos contra o triunfo da mediocridade!

PS. Um pouco acelerados, com o coração em sobressalto, tal como acontece sempre que refletimos sobre estas coisas, olhamos para o verde que nos rodeia e pensamos que tínhamos tudo para sermos e estarmos, TODOS, bem melhor! 

Que pena caro leitor!...

Se preferir oiça aqui o podcast:

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