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Fónix Lab

Laboratório para exprimir (opiniões) admiração, indignação ou impaciência, em torno de temas atuais.

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Laboratório para exprimir (opiniões) admiração, indignação ou impaciência, em torno de temas atuais.

O papel da empatia na escola, na vida e até... na política

Uma questão fisiológica ou de valores?

05
Out19

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Hoje, invariavelmente, uma notícia domina os Media, decorrente de um incidente no último dia da campanha eleitoral para as legislativas. E é ver opiniões e tomadas de posição tão diferentes perante um acontecimento que, dificilmente, poderá ter várias leituras, pois foi gravado e amplamente divulgado.

Caro leitor, o que provocará nas pessoas sentimentos e reações tão díspares? Será por culpa da empatia ou da falta dela?

Este tema levou-nos até uma entrevista feita à investigadora portuguesa Diana Prata, na Life. Esta investigadora reflete sobre a importância que assume a empatia, e os processos neurológicos a si subjacentes, na relação com os outros, isto é, a capacidade de perceber a intenção do outro - empatia cognitiva - ou do que está a sentir - empatia emocional.

Amigo leitor, o que levará, efetivamente, cada um de nós, a tomar um dos partidos?

Esta questão da empatia é muito interessante e os contributos da ciência ajudam a encontrar resposta para alguns fenómenos como o bullying ou a perda de capacidade de cooperar com o outro.

O contributo destes estudos não pode ser descurado, pois a neurociência, aplicada à educação, abre um mundo de oportunidades que os educadores não podem desperdiçar, uma vez que permite justificar as práticas pedagógicas, tendo em conta a forma como o cérebro funciona, o que as torna mais eficientes.

Caro leitor, não podemos deixar de citar José Ramón Gamo, "o cérebro precisa de se mexer para aprender". Façamos a vontade ao cérebro. E como fazê-lo?

Mudando as metodologias de ensino, apostando na utilização do som, da imagem, e até da arte, em atividades que impliquem a participação e o trabalho colaborativo do aluno, pois, como nos dizem os investigadores, o cérebro é um órgão social que aprende com os outros. O que nos faz regressar à empatia e à emoção. Provoquemos os nossos alunos, com mensagens que os emocionem e que criem a oportunidade para desenvolver aprendizagens significativas.

Caro leitor, não acha que as escolas deveriam mudar de paradigma para inovar realmente, em vez de continuarem com pequenos paliativos  - aquisição de alguma tecnologia, redistribuição dos alunos de forma diferente, reorganização temporal do calendário escolar?

Para inovar, temos de ousar e fazer  alterações de fundo, nomeadamente no que respeita às metodologias que são usadas em sala de aula, pelo que não podemos passar ao lado dos contributos da neurociência.

PS. Mas voltemos ao incidente da campanha eleitoral, a verdade é que com empatia ou sem ela, se tornou num momento viral, delicioso de seguir nas redes sociais...

 

by influenciadores | work in progress

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